As peculiaridades de Luiz

A história de nossas vidas tem alguns protagonistas, que são elementos crusciais para o desenrrolar da trama. Nossos pais, um pouco severos, um parente querido (no meu caso meu avô com quem eu passava horas jogando futebol de botão), o grande agente transformador do nosso caminho - o meu se chaama Mônica - e finalmente nossa maior realização: os filhos! Acho que a maioria das pessoas do mundo tem esses quatro componentes na sua história de vida.
Mas é claro que existem outras pessoas que são fudamentais na formação do que somos hoje. O Luizé um desses caras. Ele é o ruivo menos feio que eu já vi, não que eu tenha visto muitos. E aqueles cabelos vermelhos foram muito bagunçados, por incontáveis mulheres. Altas, baixas, estreitas ou largas, coloridas, com bolinhas, listradas ou de um só tom. Esquisito? Não para o Luiz, um artista que valoriza o belo, por mais abstrato que seja.
Desde criança ele era diferente, analisava as coisas pelo ângulo mais inusitado, o que sempre me instigou. Eu precisava estar ao seu lado para desfrutar das suas loucas e maravilhosas conclusões, ele sabia disso e me deixava conviver o máximo de tempo possível com ele.
De forma alguma, achar não poder sair como os amigos uma ótima oportunidade para sair consigo mesmo pelos mais tortuosos caminhos do seu ser era uma tentativa de seguir Pollyana no jogo do contetamento. Ele realmente achava ficar sozinho o máximo! Pintava, dançava, escrevia e mandava os problemas pra bem longe.
Mas assim que criou asas, ele voôu. Tornou-se o cara mais independentemente realizado de que tenha notícia. Ele mora sozinho num apartamento que desde o pássaro da porta até a tranca da gaiola tem a cara e as mãos dele. Ainda não se casou, mas está escolhendo, porque ele sabe que casamento é pra ser à moda antiga, com direito a fotografia que vai ficar na cabeceira da cama até ele morrer.
- Esse é o texto que me inspirou a começar o blog, foi uma proposta de redação de Língua Portuguesa e consiste em Eduardo, de Eduardo e Mônica, contar da história de um amigo que teria escrito a música deles.
- Luiz é o nome do meu avô, que morreu faz menos de 4 meses, de quem eu tenho muitas saudades e uma profunda admiração.

Necessidade de escrever!

Ontem falei de uma vontade de escrever que, devo deixar claro, é enorme. Descobri nesse comecinho de semana minha válvula de escape, a escrita. Minha obra ainda não é de arte, é obra do inconsciente que por um momento de consciência precisa gritar, e mesmo sem nenhum timbre que o sustente, ele discorre e corre solto. Sem contar que escrever proporciona uma faceta esplêndida! A capacidade de escolher ser você, ou ser um personagem.
Podia ser a Bruna que discordou, mas se preferir, Maria o faz. Maria pode falar de tudo que Bruna pensou, sendo Maria. Maria não ofende, não levanta suspeitas, não destrói espectativas. Maria é apenas Maria, e ela está presa nas grades das linhas, pelos cadeados das palavras. E se assim for melhor, Maria deixa de se chamar Maria, que é como se chama mulher comum, para ser uma requintada Renata. Se bem que existem Renatas, eu mesma conheço uma, pouquíssimo requintadas. Mas por meio da escrita, Renatas e Marias são como bem quer quem as escreveu, no caso eu. E eu não quero mais saber dessas mulheres fictícias, nem de mulher alguma.
Quero mesmo é escrever! Algo gostoso de ler, que divirta e prenda. Uma dissertação ferrenha sobre as mais revoltantes situações, uma declaração de amor, um desabafo. Falar sobre o que der na telha, o que o corpo precisar expressar. Quero esperar por textos felizes, românticos, leves. Que eles sejam todo inspiração, nunca indignação.

Korkoulokou?

Nome é uma coisa séria! Sempre fico imaginando como eu vou chamar meu cachorro, meus filhos... Já tenho até algumas idéias! Não que eu ache que nome faz a imagem da pessoa. Mas o de um Blog eu acho sim que tem que ser legal, diferente e criativo. Assim como eu não daria para meu filho um nome comum, queria batizar esse cantinho com algo que despertasse a curiosidade, que não me cansasse e que tivesse um propósito.
Mas como a necessidade de escrever era muito grande, queria pensar logo! Sentei um pouco virada na cadeira e comecei analisar! O céu, as folhas das flores, aí eu pensei nas flores! Ah, tão lindas, tão apaixonantes, pelo menos para mim! Fui procurar nomes diferentes de flores, mas a coisa toda foi ficando meio superficial. Precisava de uma grande idéia!
Vamos evitar a prepotência, grande idéia não pintou. Abri o Google Earth e decidi que a cidade mais próxima a coordenada que eu digitasse daria nome ao Blog. Fiz umas cinco vezes até que decidi por Korkoulokou. Um nome sonoro, divertido e definitivamente original.
Talvez o meu Korkolou ganhe um grande espaço na minha vida e eu vá lá conhecer mais da cidade real, que ainda não quero saber onde fica. Pretendo pegar informações aos poucos, tomara que dê pra agüentar!