Ontem falei de uma vontade de escrever que, devo deixar claro, é enorme. Descobri nesse comecinho de semana minha válvula de escape, a escrita. Minha obra ainda não é de arte, é obra do inconsciente que por um momento de consciência precisa gritar, e mesmo sem nenhum timbre que o sustente, ele discorre e corre solto. Sem contar que escrever proporciona uma faceta esplêndida! A capacidade de escolher ser você, ou ser um personagem.
Podia ser a Bruna que discordou, mas se preferir, Maria o faz. Maria pode falar de tudo que Bruna pensou, sendo Maria. Maria não ofende, não levanta suspeitas, não destrói espectativas. Maria é apenas Maria, e ela está presa nas grades das linhas, pelos cadeados das palavras. E se assim for melhor, Maria deixa de se chamar Maria, que é como se chama mulher comum, para ser uma requintada Renata. Se bem que existem Renatas, eu mesma conheço uma, pouquíssimo requintadas. Mas por meio da escrita, Renatas e Marias são como bem quer quem as escreveu, no caso eu. E eu não quero mais saber dessas mulheres fictícias, nem de mulher alguma.
Quero mesmo é escrever! Algo gostoso de ler, que divirta e prenda. Uma dissertação ferrenha sobre as mais revoltantes situações, uma declaração de amor, um desabafo. Falar sobre o que der na telha, o que o corpo precisar expressar. Quero esperar por textos felizes, românticos, leves. Que eles sejam todo inspiração, nunca indignação.
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