A moda é inconstante, a cotação do dólar também. É tudo um zig-zag, uma metamorfose, uma loucura! Uma coisa imutável: desejar a liberdade. Todos são claustrofóbicos e sonham respirar.
Dizem por aí que ditadura, adolescência, instrução e opressão são eficientes tratadores para os animais deste circo chamado liberdade.
Pobre circo. Chegaram a considerá-lo uma lenda, "utópico" foi a palavra que usaram. Existem teses de que o que é circo pra uns, é boteco para outros. "Liberdade" é relativo, facultativo.
Mas os que realmente assistiram aos espetáculos atestam: os números mudam muito. Até outro dia o de sexo nunca antecedia os arriscados enlaces matrimoniais (que andam caindo em desuso). Mulheres equilibristas saindo de jaulas-casas até as jaulas-trabalhos então, é uma inovação que o público demorou para aprovar.
Público importante esse! Afinal, o espetáculo se molda a seus desejos e atitudes, nunca foge do seu cotidiano, até porque partilhar ou não do espetáculo é um direito conquistado por todos, todo tempo.



