Espetáculo inesquecível!

A moda é inconstante, a cotação do dólar também. É tudo um zig-zag, uma metamorfose, uma loucura! Uma coisa imutável: desejar a liberdade. Todos são claustrofóbicos e sonham respirar.
Dizem por aí que ditadura, adolescência, instrução e opressão são eficientes tratadores para os animais deste circo chamado liberdade.
Pobre circo. Chegaram a considerá-lo uma lenda, "utópico" foi a palavra que usaram. Existem teses de que o que é circo pra uns, é boteco para outros. "Liberdade" é relativo, facultativo.
Mas os que realmente assistiram aos espetáculos atestam: os números mudam muito. Até outro dia o de sexo nunca antecedia os arriscados enlaces matrimoniais (que andam caindo em desuso). Mulheres equilibristas saindo de jaulas-casas até as jaulas-trabalhos então, é uma inovação que o público demorou para aprovar.
Público importante esse! Afinal, o espetáculo se molda a seus desejos e atitudes, nunca foge do seu cotidiano, até porque partilhar ou não do espetáculo é um direito conquistado por todos, todo tempo.

Doce ilusão!

Platão estava certo! Vivemos mesmo dentro de cavernas, entra ano e sai ano e a única mudança nelas é que hoje temos alguns "designers de interiores" que dão uma repaginada.

Como um anjo...

Uma das coisas mais nobres que alguém pode fazer na vida é torná-la útil para manter a de outro alguém. É inestimável então quando essa pessoa pode salvar não só uma, mas muitas vidas. Podíamos dicorrer durante horas intermináveis sobre os diversos aspectos dessa honrável e árdua tarefa. Falaríamos que muitos desmerecem esse salvamento, que continuam levando uma vida sem propósito, e tudo mais. Podíamos até chegar a conclusão que o mundo seria um lugar melhor se todos tentassem de alguma forma salvar alguém, seja da morte ou de uma dor qualquer. E sobre cada ponto de vista diferente, já vimos alguma manifestação artística, um discurso ou participamos de uma conversa de bar.
Hoje assisti um filme que realmente mexeu comigo. Eu, que estou concluindo um trabalho sobre a influência norte-americana, apreciei sim, e muito, um filme hollywoodiano chamado The Guardian. Kevin Costner está na pele de um mergulhador da Guarda Costeira que bateu todos os records de salvamento e quando se vê numa situação bastante desesperadora topa o desafio que lhe foi quase que empurrado: treinar um grupo de jovens mergulhadores em potencial. O decorrer da história é meio batido, mas nos fala de um universo pouco conhecido e em todo caso emociona, principalmente botando pontos de interregoção em cabeças pensantes, mesmo que estas estejam um pouco acomodadas.

Se somos uma escultura de moléculas ou um aglomerado de expectativas de um Cara lá de cima não vem ao caso. Qualquer que seja o motivo de estarmos aqui, temos visto que a história de um ser humano é bem mais legal quando ela serviu não só para ele, mas pra muita gente. As vezes, não precisamos virar lenda, nem mesmo abrir mão da nossa vida, podemos fazer muito para alguém que pra nós é pouco. Não é preciso que todo mundo saiba, que seja uma coisa grandiosa. Só tenho medo de no fim não ter abandonado meu mundinho egoístamente solidário e passar sem ter no meu currículo um record, um destaque na vida de alguém!

Vamos lá então, um mundo rosa para você!

Uma das coisas que me irrita é machismo. Comentariozinho aqui, outro acolá, e logo estamos morando numa casa de pedra, trajando tanguinha e nos comunicando por meio de urros. Assim como chamar loira de burra, fazer brincadeiras com o esteriótipo de mulher não é o fim do mundo. Esses dias fui ver os Melhores do Mundo e ri gostoso com a piadinha batida: "Pleonasmo é subir pra cima, entrar pra dentro, mulher burra". Não sei se fiz certo, mas a gente não fica pensando "Oh, será que é correto rir disso?", até porque rir não faz mal á ninguém. Ouvi algumas mulheres xingando e pensei se não era a carapuça que tinha servido. Tenho medo de preconceito só porque algumas pessoas acabam acreditando nele e achando mesmo que são pouca coisa.
Todo mundo acha que machismo é feio, inclusive eu, e ainda fui me meter num ramo em que as mulheres são contratadas pra juntar pecinhas, vê se pode. Mas isso não me assusta, eu posso ser quietinha e ainda não ter aprendido a reclamar de um jeito convincente quando alguém pisa na bola comigo, só que consigo ser suficientemente boa no que eu faço pra conseguir meu lugar e o respeito das pessoas.Agora, se machismo agride tanto as mulheres, como pode existir o feminismo? É ultrajante como as pessoas precisam estar sempre acima de outras. Nesse caso, meu amigo, te indico um reggaezinho, e em poucos minutos ouvimos a palavra-chave: equilíbrio. Há quem se engane e saia na rua rogando por igualdade. Como diria Cazuza, vamos ser "iguais em desgraça"! Os sexos são diferentes, algumas coisas são mesmo muito presentes em determinados gêneros. Numa conversa com um psicólogo ouvi várias vezes "ah, meninos...", "meninas raramente...", de início aquilo me encomodou mas depois eu fui vendo que muitas coisas se encaixavam e outras fugiam completamente dos parâmetros. Descobri até que sou uma namorada supersortuda, o que não vem ao caso agora.

O fato é que não devemos desejar a igualdade. É chato ser igual, isso todo mundo sabe. Um colega do curso me disse esses dias que ele acha que as mulheres estão perdendo o lado meigo, delicado, e eu reagi. Disse que, na minha opinião não era bem assim. As pessoas hoje têm mais espaço para serem o que são, independentemente do sexo. Não é feio mulher dizer "não", é até charmoso! E mico hoje em dia não é homem chorar e sim outro regular. Os sentimentos estão cada vez mais relacionados a pessoa, a personalidade, e não aos esteriótipos de gêneros.

Fico feliz com isso, mas queria que todas as feministas e mulheres moderninhas parassem e pensassem. Seus ideais são justíssimos! Por isso mesmo, não fujam deles. Pra ser mulher você não precisa ser grossa, vulgar ou escandalosa, tal qual um "macho". Falar de sexo o tempo todo, soltar um pacote de palavrões só para impressionar e todas essas baboseiras não é lutar por espaço e sim fazer com que as mulheres deixem de ter tudo de bom que sempre tiveram.