Uma das coisas mais nobres que alguém pode fazer na vida é torná-la útil para manter a de outro alguém. É inestimável então quando essa pessoa pode salvar não só uma, mas muitas vidas. Podíamos dicorrer durante horas intermináveis sobre os diversos aspectos dessa honrável e árdua tarefa. Falaríamos que muitos desmerecem esse salvamento, que continuam levando uma vida sem propósito, e tudo mais. Podíamos até chegar a conclusão que o mundo seria um lugar melhor se todos tentassem de alguma forma salvar alguém, seja da morte ou de uma dor qualquer. E sobre cada ponto de vista diferente, já vimos alguma manifestação artística, um discurso ou participamos de uma conversa de bar.
Hoje assisti um filme que realmente mexeu comigo. Eu, que estou concluindo um trabalho sobre a influência norte-americana, apreciei sim, e muito, um filme hollywoodiano chamado The Guardian. Kevin Costner está na pele de um mergulhador da Guarda Costeira que bateu todos os records de salvamento e quando se vê numa situação bastante desesperadora topa o desafio que lhe foi quase que empurrado: treinar um grupo de jovens mergulhadores em potencial. O decorrer da história é meio batido, mas nos fala de um universo pouco conhecido e em todo caso emociona, principalmente botando pontos de interregoção em cabeças pensantes, mesmo que estas estejam um pouco acomodadas.

Se somos uma escultura de moléculas ou um aglomerado de expectativas de um Cara lá de cima não vem ao caso. Qualquer que seja o motivo de estarmos aqui, temos visto que a história de um ser humano é bem mais legal quando ela serviu não só para ele, mas pra muita gente. As vezes, não precisamos virar lenda, nem mesmo abrir mão da nossa vida, podemos fazer muito para alguém que pra nós é pouco. Não é preciso que todo mundo saiba, que seja uma coisa grandiosa. Só tenho medo de no fim não ter abandonado meu mundinho egoístamente solidário e passar sem ter no meu currículo um record, um destaque na vida de alguém!
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